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para alimentar |
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O
processo de educação alimentar deve envolver toda a família,
já que os adultos servem de modelo para as crianças.
Um importante desafio quando se trata de promover uma
alimentação saudável é a mudança de hábitos. As práticas
alimentares inapropriadas e o baixo nível de informação
da população em relação a atitudes que melhoram suas
condições de saúde entre as quais se inclui a atividade física
podem ser identificados por todo o País. Para acabar de vez
com a desnutrição, é preciso pôr fim à pobreza e à
fome. No entanto, os problemas nutricionais não se
relacionam exclusivamente à falta de alimentos.
Assim, os esforços no sentido de possibilitar a todos os
brasileiros o acesso a pelo menos três refeições diárias
devem ser acompanhados de um trabalho de conscientização
sobre a importância de uma alimentação equilibrada,
qualitativa e quantitativamente. Para isto, é preciso levar
em conta a realidade de cada comunidade. Perceber a
diversidade cultural brasileira e, a partir daí,
identificar os alimentos preferidos em cada região, assim
como as crenças e tabus relacionados à comida, são condições
fundamentais para promover a adoção de hábitos mais saudáveis
pela população. Na hora de propor alterações no cardápio
da família, é necessário respeitar as particularidades
locais e valorizar os alimentos regionais. Também é
preciso ter em mente que a mudança de hábitos só será
possível se houver, de fato, uma compreensão da sua importância
para a saúde, o que passa pela socialização do
conhecimento sobre alimentos e nutrição.
A escola representa um ambiente favorável e privilegiado
para o estímulo à formação de hábitos saudáveis ou
correção de desvios no que diz respeito à alimentação,
assim como à prática de atividades físicas. Muitas vezes,
a falta de referência para uma boa alimentação é
agravada pela ação da mídia na divulgação de produtos
comerciais nem sempre nutritivos. O impacto negativo que a
propaganda pode ter nos hábitos alimentares da população
será tanto
maior se crianças e jovens não forem educados para
escolher adequadamente os alimentos que irão consumir. O
estudo e a realização de debates sobre alimentação e
nutrição na escola, assim como o desenvolvimento de outras
atividades educativas, propiciam ao aluno condições de
assumir uma postura crítica diante das informações que
chegam até ele.
No Brasil, a desnutrição não é o único problema
relacionado a uma alimentação inadequada que causa
preocupações pela sua dimensão. Também merece destaque a
questão da obesidade, que deve ser detectada o quanto antes
para evitar o aparecimento de problemas de saúde diversos.
Estima-se que 20% das crianças brasileiras sejam obesas e
que cerca de 32% da população adulta tenham algum grau de
excesso de peso, dos quais 25% são casos mais graves. Entre
as diferentes causas da obesidade, está um maior consumo de
alimentos em relação a um menor gasto de energia. Comer
bem, nunca é demais lembrar, não significa comer muito. Os
princípios de uma alimentação saudável, ao contrário, são
a variedade, o equilíbrio e a moderação. Embora acabar
com os problemas nutricionais seja um desafio que depende de
uma melhor distribuição de renda e erradicação da miséria,
a escola pode contribuir para melhorar o quadro existente no
País, por meio da formação proporcionada aos alunos e de
uma política que garanta a qualidade da merenda. Nesse espaço
onde pessoas de diferentes realidades estabelecem uma convivência
diária, em um constante processo de ensino e aprendizagem,
pode-se criar a consciência necessária à formação de hábitos
mais saudáveis, com repercussão no desempenho alcançado
nos estudos e na vida. |
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