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Distúrbios
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A
insônia
Embora a imagem típica do insone seja a daquela pessoa que
não consegue pegar no sono, se vira na cama e perambula
pela casa de madrugada, o tipo mais comum de insônia é
aquela em que a pessoa até dorme, mas acorda mais cansada
do que estava quando se deitou.
Outros tipos de insônia também atingem pessoas que acordam
diversas vezes durante a noite, ou que despertam no final da
madrugada e não conseguem mais dormiir. O médico Denis
Martinez alerta que, se algum desses problemas (ou vários
deles) atingem uma pessoa por dias seguidos, ou se forem
intermitentes, ela está sofrendo de insônia, e deve
procurar o médico.
Ele também explica que, embora a insônia possa ser causada
por diversos fatores, a sua ocorrência está sempre ligada
a distúrbios nos neuro-transmissores que coordenam o sono,
e que esses distúrbios são os mesmos que causam a depressão:
'Mais da metade das pessoas que sofrem de insônia estão
com depressão.
E, se algumas até conseguem conviver com a falta de sono, a
depressão é uma doença devastadora na vida de qualquer
um'. Então, fique atento, pois a insônia pode ser um sinal
de que a depressão está se instalando.
O ronco
Muita gente pensa que o ronco é um problema chato, mas
inofensivo. Entretanto, o ronco acontece porque a garganta
está flácida, e isso pode causar problemas graves. Algumas
vezes, é possível tratar o ronco com mudanças de posição
para dormir, ou eliminando hábitos como beber, fumar e
fazer autas refeições à noite. Mas é sempre necessário
o diagnóstico de um médico para avaliar a gravidade da
situação.
A apnéia
Apnéias são interrupções da respiração por mais de 10
segundos. Durante o sono, um pequeno número de apnéias,
geralmente de 7 a 20 por noite, pode aparecer em indivíduos
normais. Quando ocorrem com freqüência maior que cinco apnéias
por hora, ou 30 apnéias por noite, são consideradas
anormais. Os malefícios da doença decorrem da soma de apnéias
ao longo de anos.
Os dois indícios de que uma pessoa sofre de síndrome das
apnéias obstrutivas do sono são o roncar no sono e a sonolência
diurna. O ronco sinaliza a obstrução da garganta e a sonolência
reflete a conseqüência dos múltiplos despertares para
voltar a respirar. As apnéias interrompem o roncar com períodos
de silêncio. Quando a respiração retorna, o ronco atinge
o máximo, lembrando um urro ou rugido. Nesse momento, o
indivíduo está acordado e poderá responder a estímulos
externos. Em poucos segundos, porém, volta a dormir e
esquece que acordou.
Como o processo da doença se desenvolve em anos ou décadas,
as pessoas acostumam-se à sonolência excessiva e passam a
considerá-la 'normal'. O tratamento das apnéias do sono
varia conforme o caso. Pode-se usar medicamentos, aparelhos
e até cirurgias. |
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