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A
gordura trans e seus efeitos nocivos à saúde têm sido
alvos de estudos recentes, assim como da ação de
regulamentação de rótulos pela FDA. Conheça aqui um
pouco mais sobre essa nova vilã da dieta.
Durante muitos anos, a gordura saturada foi considerada a
grande vilã das doenças cardiovasculares. Agora, o olhar
vigilante de médicos e nutricionistas voltam-se contra uma
prima dela, cujos efeitos podem ser ainda piores: a gordura
trans. É bem provável que você nunca tenha ouvido falar
dela, mas a gordura trans está no salgadinho de pacote, na
batatinha frita das lanchonetes fast food, na maioria das
margarinas, na pipoca de microondas, nos bolos e tortas
industrializados e nas bolachas.
Assim como a gordura saturada, a trans aumenta os níveis de
LDL, o mau colesterol que circula no sangue. Mas seu efeito
nocivo vai mais além porque ela também diminui os índices
do HDL, o bom colesterol. Por ser tão perniciosa, o FDA, a
agência americana de controle de alimentos e remédios,
resolveu que os consumidores deveriam ser alertados. Uma
norma recente obriga os fabricantes de alimentos
industrializados dos Estados Unidos a identificar e
discriminar no rótulo dos seus produtos a quantidade de
gordura trans contida neles.
A gordura da dieta
A gordura é um dos componentes essenciais para a dieta
humana. Além de fornecer maior quantidade de energia por
unidade de peso (9 Kcal/g), quando comparada os arboidratos
(3,75 cal/g) e à proteína (4 Kcal/g), ela contém ácidos
graxos ssenciais linoléico e linolênico), que não são
produzidos pelos mamíferos, mas precisam estar presentes na
dieta, e auxilia no transporte e absorção, pelo intestino,
das vitaminas lipossolúveis, A, D, E, e K. Além disso,
confere sabor ao alimento. As gorduras, tanto de origem
animal como vegetal, são constituídas por ácidos graxos
saturados e insaturados (mono e poliinsaturados). Devido ao
alto teor de ácidos graxos saturados de cadeia longa, na
sua composição, estas gorduras se apresentam em estado sólido,
quando a temperatura ambiente for inferior a 25ºC. Entre os
componentes da gordura, o que oferece maiores riscos à saúde
humana é aquele que contém os ácidos graxos saturados. As
gorduras saturadas são encontradas no óleo de coco,
chocolate, ovos, carne, leite, manteiga, creme, banha e
derivados (biscoitos, batatas fritas e bolachas). Efeito
similar é causado pela ingestão de gorduras hidrogenadas
(constituídas por ácidos graxos insaturados, na forma
trans), contidas nas margarinas e banhas de origem animal ou
vegetal.
Por outro lado, observa-se que os ácidos graxos
monoinsaturados e poliinsaturados não favorecem o
aparecimento de doenças cardiovasculares. Os óleos de
oliva, canola e de amendoim são exemplos de alguns
alimentos ricos em gordura monoinsaturada. Entre os ácidos
graxos poliinsaturados, os denominados de ômega-3,
encontrados em alguns tipos de peixe, óleo de canola e
soja, têm a propriedade de reduzir as concentrações de
LDL-colesterol (colesterol ruim) e de triglicerídeos no
sangue. As gorduras poliinsaturadas, como o óleo de milho e
o de girassol, tendem a reduzir os níveis de LDL como também
os de HDL (o colesterol bom). No entanto, as monoinsaturadas
reduzem apenas os níveis de LDL, sem afetar os níveis do
HDL. |
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